THEME 21th January 2014
Eu quero você.Apenas você.Apenas seus lábios.Apenas seus braços.Eu quero você.Todo dia.Toda hora.Todo minuto.Todo segundo.Todo milésimo de segundo. -lua ♡
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“— Eu tenho medo.
— Medo de que?
— De te perder pra alguém melhor que eu.”

Pedro Pinheiro.   

“Um dia você conhecerá um cara que te chamará de linda. Primeiro de linda, depois de gostosa. Mas não é aquele cara que só chama de gostosa, tesuda e só quer trepar com você. Assim mesmo, trepar e tchau. Dá pra sacar quando um homem quer trepar e tchau. É fácil de detectar. Ok, se você quer trepar e tchau, então trepa e tchau. Eu estou falando de algo mais. Do que faz trepar e oi. Trepar e ficar. E ficar abraçado. E ficar conversando. E ficar sonhando junto. E ficar querendo ficar mais e mais (e trepar mais e mais?). Um cara que queira você como você é. Que você não precise impressionar. Que seja inteligente. Educado. Delicado. Na medida certa. Nem mais, nem menos. Que entenda seus momentos de fúria. Que ache você bonita mesmo descabelada. E suada. Que respeite seus momentos de raiva. Que saiba a hora exata de se abaixar para não ser atingido com algum objeto pontiagudo ou cortante. Que se importe com você. Que não goste de discutir, mas que escute todas as baboseiras malucas que você está a fim de falar. Que não seja chinelão demais, mas que não seja engomadinho demais. Que seja lindo. E cheiroso. E gostoso. Que fale de você para a mãe dele. Que diga que vai proteger você de animais selvagens como lagartixa, barata e sapos. Que não tenha medo de dizer que tem medo de algumas coisas. Que não fique dando uma de machão, ele pode ser fraco com você. Pode pedir ajuda pra você. Pode pedir conselhos pra você. E você dará com o maior prazer. Um dia você conhecerá um cara que fará você acreditar que vale a pena o esforço. Vale a pena alguma lágrima que cai. Vale a pena esperar por ele. Vale a pena sonhar, acordada ou não, com ele e com tudo que virá e com a forma que você quer que tudo seja. Aquele cara que conhece você. Que admira você. Que respeita você. Que tem intimidade com você. Liberdade. Que vai achar você linda mesmo que você não tenha passado um rímel sequer. Que você se sente à vontade pra andar na rua de qualquer jeito, nem que seja de calça jeans e havaianas e mesmo assim você estará a mulher mais maravilhosa do mundo. Que você não sinta vergonha de dizer “eu não sei”, pois ele vai te explicar o que você não sabe. Que ri dos seus risos. É solidário com seus receios. Que acha você idiota nos devaneios românticos. E que gosta da sua idiotice. E que gosta de você, mesmo você sendo uma grande chata de vez em quando. Que queira escutar as batidas que o seu coração dá. E queira andar com você de mãos dadas por aí… Pra qualquer lugar. E que, também, queira trepar muito com você.”

Clarissa Corrêa.  

“- Psiu.
Ela me olhou e sorriu.
- Deixa isso ai e vem pra cá.
- Ahn, não, eu to lendo.
- Ah, sou muito mais interessante que qualquer livro.
Me ignorou. Bufei e bati a mão no sofá.
- Vem cá paixão, pra eu te fazer um carinho.
Ela balançou a cabeça e sorriu fechando o livro calmamente.
- Golpe baixo.
Se sentou ao meu lado e me deu um beijo na bochecha. Beijei seu pescoço. Arrepiou, sorriu e me beijou. Cada beijo dela era como se fosse o primeiro, uma delicia, eu nunca enjoaria. Parou o beijo com selinhos e me olhou ainda com as mãos na minha nuca.
- Lindo.
- Linda.
Puxei-a para o meu colo e a beijei de novo, riu durante o beijo e me fez suspirar, minha boca foi parar em seu pescoço, enquanto ela ria sem parar, me fazendo rir junto. Céus, como ela era maravilhosa.
- Amo você com as minhas camisetas, mas eu prefiro você sem.
Eu dizia enquanto tirava a camiseta que ela vestia e jogava e algum canto sala. Suas unhas, pintadas de vermelhos, percorriam minhas costas nuas, me fazendo arrepiar, enquanto eu fazia uma tilha de beijos de seu pescoço até seus peitos, onde uma de minhas mãos acariciou um deles e ela gemeu abafado.
- Gostosa!
- Vamos pro quarto.
Ela mordeu meu ombro de leve e entrelaçou as pernas na minha cintura e fomos até o quarto, onde ela beijou, mordeu, chupou, gemeu e pediu mais.”

Uma tarde de um sábado qualquer. 

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